O Presidente de Cabo Verde, José Maria Neves, realizou uma visita de trabalho ao município de São Salvador do Mundo, na ilha de Santiago, onde acompanhou projetos nas áreas da saúde, segurança, património e desenvolvimento local. A deslocação incluiu encontros com as autoridades municipais e visitas a infraestruturas consideradas estratégicas para o concelho.
A jornada começou nos Paços do Concelho, onde o Chefe de Estado reuniu-se com o presidente da Câmara Municipal, Ângelo Vaz. Durante o encontro foram analisados os principais desafios do município, entre os quais a melhoria das acessibilidades, a requalificação urbana e o reforço dos serviços essenciais. O autarca defendeu uma discriminação positiva para os pequenos municípios do interior, destacando a necessidade de acelerar projetos estruturantes, como a requalificação do centro histórico de Achada Igreja e a construção de uma via alternativa para a sede do concelho.
Na área da saúde, José Maria Neves visitou o atual centro de saúde e o terreno destinado à futura unidade sanitária, cujo investimento previsto é de oito mil contos. Apesar de o financiamento e o projeto estarem assegurados, as obras ainda não arrancaram, levando o Presidente da República a sublinhar a importância de acelerar a execução da infraestrutura para melhorar o acesso da população aos cuidados de saúde.
O Chefe de Estado deslocou-se também à Igreja Matriz de Achada Igreja, onde decorrem obras de requalificação financiadas pelo Governo no âmbito do programa de recuperação do património cultural e religioso. José Maria Neves salientou que a preservação destes espaços contribui para reforçar a identidade nacional, a coesão social e a valorização das comunidades locais.
A visita terminou na esquadra da Polícia Nacional de São Salvador do Mundo, onde o Presidente foi recebido pelo comandante local, o comissário Euclides Paiva Fernandes. Durante o encontro, foi destacado que o município apresenta dos mais baixos índices de criminalidade de Cabo Verde. José Maria Neves reconheceu o trabalho desenvolvido pela Polícia Nacional e defendeu a necessidade de dotar a corporação de instalações adequadas, lembrando que a atual esquadra funciona num edifício arrendado que não reúne todas as condições de uma infraestrutura construída de raiz.
