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Cabo Verde: Primeiro-ministro compromete-se a acompanhar preocupações da diáspora em Portugal

O primeiro-ministro de Cabo Verde, Francisco Carvalho, comprometeu-se, no domingo, 1 de Novembro, na Damaia, em Portugal, a acompanhar as preocupações apresentadas pela comunidade cabo-verdiana residente no país, defendendo um diálogo permanente entre o Governo e a diáspora. Durante o encontro, os participantes expuseram dificuldades relacionadas com a saúde, a educação, a regularização migratória, os transportes aéreos e o apoio à cultura.

O acompanhamento dos doentes evacuados para Portugal esteve entre os temas mais debatidos. Os participantes apontaram dificuldades no alojamento, na marcação de consultas e exames e na articulação entre os serviços. Francisco Carvalho reconheceu os constrangimentos e garantiu que os procedimentos serão revistos, destacando ainda a importância da digitalização dos processos e do reforço da telemedicina. O governante admitiu também a possibilidade de estudar o regresso temporário a Cabo Verde de pacientes com longos intervalos entre consultas, desde que as condições clínicas o permitam.

Na área da educação, foram apresentadas preocupações relativas a dívidas de propinas que continuam a dificultar o acesso a documentos académicos por parte de antigos estudantes. O primeiro-ministro comprometeu-se a analisar os casos em articulação com as universidades, sem avançar uma solução imediata. A regularização dos imigrantes cabo-verdianos em Portugal foi igualmente abordada, tendo o chefe do Governo defendido o diálogo com as autoridades portuguesas para procurar respostas às dificuldades relacionadas com a documentação.

O encontro permitiu ainda discutir o apoio aos artistas da diáspora, a violência baseada no género, os crimes sexuais contra crianças, a cibersegurança e os problemas nos transportes aéreos, incluindo reclamações relacionadas com viagens e bagagens. Sobre a transportadora aérea cabo-verdiana, Francisco Carvalho anunciou a intenção de nomear, nos dias seguintes, um novo conselho de administração e indicou que está a ser considerada a abertura de uma delegação em Lisboa. O potencial de desenvolvimento da ilha do Maio também esteve entre os assuntos abordados.

Para assegurar a continuidade do diálogo, o primeiro-ministro defendeu a criação de canais de contacto directo entre os cidadãos e o Governo, bem como o reforço dos conselhos das comunidades e a retoma do programa de preparação pré-partida para os emigrantes. Francisco Carvalho garantiu que as preocupações apresentadas serão analisadas em articulação com a Embaixada de Cabo Verde em Portugal, as associações e os cidadãos, distinguindo as matérias que dependem das instituições cabo-verdianas daquelas que exigem cooperação com as autoridades portuguesas.

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