O primeiro-ministro de Cabo Verde, Francisco Carvalho, presidiu segunda feira, 24 de Agosto, à cerimónia de tomada de posse dos novos dirigentes da Polícia Nacional (PN), marcada pela recondução de Jorge Humberto Gonçalves no cargo de director nacional da instituição. A cerimónia contou também com a presença do ministro da Administração Interna, Carlos Sena Teixeira, responsável pela conferência de posse aos novos dirigentes.
Na sua intervenção, Francisco Carvalho defendeu a continuidade do trabalho desenvolvido pela Polícia Nacional, mas apelou simultaneamente a uma «nova abertura mental» para responder às exigências de uma sociedade cada vez mais crítica e exigente. O chefe do Governo sublinhou que a nova liderança não parte do zero e destacou a necessidade de reforçar a capacidade de resposta da instituição, colocando as pessoas no centro das políticas e medidas adoptadas no sector da segurança.
O ministro da Administração Interna considerou que a tomada de posse assinala o início de «uma nova etapa» para a segurança interna, assente num modelo mais inteligente, preventivo e próximo dos cidadãos. Entre as prioridades apontadas estão o reforço dos efectivos, a melhoria das infra-estruturas e das condições de trabalho, a modernização dos equipamentos e das comunicações, bem como o aumento da capacidade de investigação e intervenção da Polícia Nacional.
Além da recondução de Jorge Humberto Gonçalves, o Despacho n.º 39/GMAI/2026, de 18 de Agosto, mantém Roberto Carlos Centeio Lima como director nacional adjunto para a Área das Operações de Segurança e Ordem Pública e nomeia novos responsáveis para várias áreas da estrutura policial, incluindo planeamento, gestão e formação, segurança aeroportuária e controlo fronteiriço, operações especiais, segurança marítima e fiscalização.
Ao agradecer a confiança depositada na sua recondução, Jorge Humberto Gonçalves comprometeu-se a prosseguir uma direcção baseada no reforço do policiamento de proximidade, na modernização tecnológica e numa maior articulação entre as forças de segurança. O responsável defendeu ainda que as promoções e progressões na carreira devem continuar a assentar no mérito, numa altura em que a nova estrutura da Polícia Nacional passa também a contar com novos dirigentes em direcções especializadas e comandos regionais.
