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Cabo Verde quer novos critérios de acesso ao financiamento do Banco Mundial

A secretária de Estado das Finanças de Cabo Verde, Maria José Lopes, considera que os critérios de elegibilidade para financiamento do Banco Mundial não devem assentar apenas no rendimento per capita, mas também nas vulnerabilidades específicas dos pequenos Estados insulares.

Foi em entrevista à “Lusa” que a governante declarou que a recente subida de Cabo Verde à categoria de país de rendimento médio-alto poderá dificultar o acesso a alguns instrumentos de financiamento concessionais.

“No ano passado, o Banco Mundial elevou a classificação de Cabo Verde de país de rendimento médio-baixo para médio-alto, e com certeza haverá alterações nos critérios”, disse Maria José Lopes em Banguecoque, onde têm decorrido as Reuniões Anuais do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial. 

Ainda de acordo com a mesma fonte, alguns parceiros internacionais já têm vindo a sinalizar que a nova classificação poderá limitar o acesso a determinados donativos e condições preferenciais de financiamento.

“Muitos parceiros bilaterais já nos diziam que, por sermos um país de rendimento médio-alto, poderíamos deixar de ter acesso a determinados donativos”, partilhou, defendendo por isso uma alteração nos critérios de elegibilidade usados pelas instituições financeiras internacionais, para que não sejam só baseados no rendimento.

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