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Cabo Verde regista quase 2000 casos de dengue

Cabo Verde enfrenta uma epidemia de dengue que já resultou em quase 2.000 casos desde novembro de 2023, informou a Direção Nacional de Saúde (DNS).

Em resposta a esta situação e ao contexto sanitário global o DNS reuniu-se ontem, 20 de agosto, com várias estruturas de saúde para reforçar as diretrizes e atualizações sobre a situação epidemiológica do país, com destaque para a dengue, a COVID-19 e a varíola dos macacos.

A reunião, que ocorreu em formato híbrido, contou com a participação de hospitais centrais e regionais, delegacias de saúde, laboratórios, o Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), o GAF e a Organização Mundial da Saúde (OMS). O encontro teve como objetivo discutir a evolução dos casos de COVID-19 e as novas orientações para a vacinação, além de abordar a vigilância e diagnóstico da varíola dos macacos, que ainda não há casos suspeitos no país.

A Diretora Nacional de Saúde, Ângela Gomes, afirmou que “o país está a agir em conformidade com o contexto epidemiológico global e nacional”, destacando que, apesar da situação de dengue, o país se prepara também para possíveis emergências relacionadas à COVID-19 e ao macaco varíola. “Já fizemos um esboço das normas técnicas e das fichas de notificação que serão distribuídas a todas as estruturas de saúde do país”, acrescentou.

Sobre a COVID-19, o DNS atualizou que desde janeiro de 2024 foram registados cerca de 600 casos. Quanto à vacinação, Ângela Gomes ressaltou a importância de reforçar a imunização dos grupos de maior risco, garantindo que o país possua um estoque suficiente de vacinas.

O encontro também discutiu as recomendações da OMS, que alerta para o aumento de casos de COVID-19 a nível global, com a possibilidade do surgimento de novas variantes mais graves do SARS-CoV-2.

A OMS também declarou emergência de saúde pública de interesse internacional devido ao surto de varíola dos macacos em países africanos. Cabo Verde, classificado pela OMS como de risco moderado, irá criar uma equipa multissetorial e pluridisciplinar para dar uma resposta integrada a essas ameaças sob a liderança do Ministério da Saúde.

Anícia Cabral – Correspodente

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