A União Caboverdiana Independente e Democrática (UCID) está a condicionar a aprovação do Orçamento de Estado (OE) para 2026 à inclusão de verbas para a Zona Económica Especial Marítima de São Vicente (ZEEMSV) e também ao aumento da pensão social para 7.500 escudos.
A posição do partido na oposição foi divulgada através do deputado parlamentar António Monteiro, que reiterou que o instrumento de gestão não traz qualquer mais-valia para o país.
O político partilhou a situação com a imprensa na terça-feira, 11 de novembro, em jeito de antevisão da primeira sessão parlamentar de novembro, que começa esta quarta-feira na Assembleia Nacional.
“E nós iremos ter uma postura no debate do Orçamento, apresentando ideias claras. Iremos exigir que, para São Vicente, ou melhor, para a Zona Norte, haja verbas destinadas à Zona Económica Especial Marítima de São Vicente. Iremos exigir que os pensionistas, aqueles que neste momento recebem 5.880 escudos, passem a auferir um valor de, pelo menos, 7.500”, avançou.
“É preciso aqui relembrar que, desde 2018, não há uma harmonização dessas pensões mínimas e, portanto, de 2018 até à data, o nível de poder de compra dos cabo-verdianos baixou de forma dramática”, concluiu.
Monteiro acrescentou que a proposta de orçamento para o próximo ano, cujo total corresponde a cerca de 95,6 mil milhões de escudos, não aposta em investimentos, não prevê aumentos salariais a nível nacional, apresenta um elevado serviço da dívida e não dá a devida atenção ao pilar social.
