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Europa: Autoridades atacam principais cadeias de abastecimento de cocaína

As autoridades policiais europeias e sul-americanas intensificaram, no final de 2025, a pressão sobre as principais redes criminosas responsáveis pelo tráfico de cocaína para a Europa. Três operações internacionais distintas, coordenadas pela Europol no âmbito do ciclo EMPACT, permitiram desmantelar estruturas lideradas por grupos dos Países Baixos, do Brasil e da Grécia, evidenciando o esforço concertado para interromper rotas marítimas e cadeias logísticas do crime organizado.

Numa das investigações, um cidadão neerlandês de 56 anos, residente em Ibiza, foi detido por suspeita de coordenar carregamentos de cocaína diretamente a partir da Colômbia, em colaboração com os seus dois filhos. A rede foi associada a pelo menos seis apreensões de droga no Reino Unido, em Espanha e nos Países Baixos. A investigação teve origem em comunicações intercetadas na plataforma Sky ECC e contou com o apoio da Polícia dos Países Baixos, da Guarda Civil espanhola e da Europol.

Outra operação teve como alvo uma organização criminosa brasileira especializada no transporte marítimo de cocaína em grandes quantidades, recorrendo a embarcações de pesca adaptadas. Em novembro de 2024, as autoridades portuguesas interceptaram, a oeste de Cabo Verde, um navio de bandeira brasileira com 1,6 toneladas de cocaína. Em 2025, novas ações levaram à detenção de dezenas de suspeitos em Espanha e no Brasil, à apreensão de bens avaliados em mais de 1,5 milhões de euros e ao desmantelamento de toda a cadeia logística do grupo, desde a origem até à distribuição na Europa.

A terceira ação visou uma rede criminosa grega envolvida em transferências marítimas de droga em alto-mar. Dez suspeitos foram detidos, incluindo um alvo de alto valor, após a interceção de uma embarcação que havia partido da Grécia com destino à América Latina. As operações contaram com uma estreita cooperação internacional, envolvendo a Europol, a Frontex e o MAOC-(N), reforçando o compromisso das autoridades em continuar a desarticular as cadeias de abastecimento de cocaína e a responsabilizar os seus principais facilitadores.

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