O acidente, ocorrido no sábado, 5 de setembro, no trajeto entre Chã das Caldeiras e Campanas de Cima, é considerado uma das maiores tragédias rodoviárias da história de Cabo Verde.
Cabo Verde está de luto após um grave acidente de viação ocorrido na ilha do Fogo, no sábado, 5 de setembro, ter provocado a morte de 25 pessoas. O acidente envolveu um autocarro que transportava 32 passageiros, entre crianças, adolescentes, jovens e adultos, e ocorreu na estrada entre Chã das Caldeiras e Campanas de Cima.
A dimensão da tragédia causou profunda consternação em todo o país e na diáspora cabo-verdiana. Perante o elevado número de vítimas, o Governo declarou dois dias de luto oficial nacional, em memória das pessoas que perderam a vida e em solidariedade com as famílias enlutadas e os feridos.
Além das vítimas mortais, o acidente deixou vários feridos, alguns dos quais em estado grave. Desde os primeiros momentos, foram mobilizadas equipas de socorro, profissionais de saúde e meios de assistência médica para garantir o atendimento às vítimas e prestar apoio às famílias afetadas.
Na sequência da tragédia, foi criado na ilha do Fogo um gabinete de crise destinado a coordenar as medidas de apoio às vítimas e aos seus familiares. As autoridades reforçaram igualmente o acompanhamento médico, psicológico, psiquiátrico e social, tendo em conta o impacto causado pelo acidente na população.
O Primeiro-Ministro, Francisco Carvalho, deslocou-se à ilha do Fogo acompanhado por uma equipa médica e elementos da Proteção Civil. Integraram ainda a comitiva o Ministro da Saúde, Lúcio Fernandes, e o Ministro da Presidência do Conselho de Ministros, Clóvis Silva.
À chegada ao aeródromo de São Filipe, o Chefe do Governo seguiu para a igreja de São Lourenço, onde decorreram as exéquias em homenagem às vítimas. A deslocação das autoridades à ilha teve como principal objetivo manifestar solidariedade, acompanhar a situação dos sobreviventes e prestar apoio às famílias que perderam os seus familiares.
O Governo de Cabo Verde manifestou profundo pesar pela tragédia e destacou a dimensão da dor provocada pela perda de tantas vidas. Numa mensagem de solidariedade, as autoridades estenderam o apoio às famílias das vítimas mortais, aos feridos e a toda a população da ilha do Fogo.
O Executivo também reconheceu o trabalho desenvolvido pelos profissionais de saúde, equipas de socorro e cidadãos que participaram nas operações de assistência às vítimas. Enquanto os feridos continuam a receber cuidados médicos, as autoridades procuram garantir o acompanhamento necessário às famílias afetadas.
A tragédia ocorrida no trajeto entre Chã das Caldeiras e Campanas de Cima representa um dos momentos mais dolorosos da história recente de Cabo Verde. A morte de 25 pessoas num único acidente rodoviário deixou o país profundamente abalado e gerou uma ampla onda de solidariedade nacional.
Com a declaração de dois dias de luto oficial, Cabo Verde presta homenagem às vítimas e une-se às famílias que enfrentam um dos momentos mais difíceis das suas vidas. A ilha do Fogo, marcada pela dor e pelo luto, continua a receber apoio das autoridades, dos profissionais de saúde e da sociedade civil.
Enquanto decorrem os procedimentos relacionados com a assistência às vítimas e o acompanhamento das famílias, permanece o sentimento de profunda tristeza perante uma tragédia que marcou o país e a diáspora cabo-verdiana. A memória das 25 vidas perdidas passa, assim, a fazer parte de uma das páginas mais dolorosas da história nacional.
