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Guiné-Bissau: Missão do Fórum dos Anciãos cancela reunião com PAIGC e PAI-Terra Ranka

Bissau

O Fórum dos Anciãos da África Ocidental (com a sigla inglesa, WAEF), chefiado pelo antigo Presidente da Nigéria Goodluck Ebele Jonathan, cancelou uma reunião prevista com o PAIGC e a coligação PAI–Terra Ranka, no âmbito de uma missão de mediação pré-eleitoral antes das eleições gerais marcadas para 23 de novembro.

A informação foi divulgada esta quinta-feira (09.10) através de um comunicado da coligação PAI – Terra Ranka.

De acordo com o partido, o WAEF tinha comunicado por carta, datada de 22 de setembro, a realização da missão entre 29 de setembro e 3 de outubro, posteriormente reagendada para 5 a 8 de outubro.

A delegação seria liderada por Goodluck Jonathan e integraria Kadre Ouadraogo e Mohamed Ibn Chambas, antigo representante especial do Secretário-Geral das Nações Unidas para a África Ocidental e o Sahel (UNOWAS).

Após contactos entre as partes, a reunião foi inicialmente marcada para segunda-feira, 6 de outubro, às 11h00, na sede do PAIGC, em Bissau. No entanto, segundo o comunicado, a missão propôs um novo horário, às 16h00, “devido a sobreposição de agenda com o candidato Umaro Sissoco Embaló”. No entanto, no horário previsto, “a liderança da Coligação PAI – Terra Ranka aguardava a chegada da Missão, mas foi informada de que o encontro não teria lugar”.

A PAI – Terra Ranka recorda que, em fevereiro de 2025, uma missão de alto nível da CEDEAO foi obrigada a abandonar Bissau após divergências políticas. Segundo o comunicado, “Umaro Sissoco Embaló, perante a iminência de um acordo político sob a égide da CEDEAO, deu ordens de expulsão, obrigando a missão a abandonar o país”.

O documento refere ainda que, “na segunda-feira, 6 de outubro, o regime instalado na Guiné-Bissau impediu que o Presidente Goodluck Ebele Jonathan mantivesse contacto com os partidos políticos e coligações, tornando irrelevante o objetivo da missão de mediação pré-eleitoral”.

O comunicado lamenta que “os esforços dos parceiros multilaterais e gestos de boa vontade, como os protagonizados pelo Fórum dos Anciãos da África Ocidental, sejam sistematicamente inviabilizados”.

A Coligação acrescenta que continuará a promover “ações políticas internas que garantam que o futuro coletivo do país seja determinado pela vontade soberana do povo guineense”.

Nem o Governo, nem a Presidência da República reagiram, até ao momento, às declarações divulgadas pela coligação PAI – Terra Ranka.

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