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Guiné-Bissau: Sindicato exige justiça para jornalista da RTP violentamente agredido

O Sindicato dos Jornalistas e Técnicos de Comunicação Social (SINJOTECS) manifestou “profunda indignação e repúdio” pela agressão e assalto sofridos pelo jornalista Waldir Araújo, correspondente da RTP na Guiné-Bissau, na noite de 27 de Julho de 2025, na rotunda de Baiana, em Bissau.

Num comunicado à imprensa divulgado esta segunda-feira, 28 de Julho, o sindicato condena “com veemência esta agressão”, que classificou como “inaceitável em pleno século XXI” que “profissionais da comunicação social continuem a ser alvo de intimidações e violência pelo exercício legítimo da sua função, informar com verdade e responsabilidade”.

Segundo o documento, “relatos da vítima” indicam que ele “foi abordado por indivíduos ainda não identificados, que o insultaram, acusando-o falsamente de divulgar imagens negativas da Guiné-Bissau na estação televisiva em que trabalha”. Na ocasião Waldir Araújo foi brutalmente espancado e teve os seus pertences roubados. “Este acto vil e covarde não só constitui uma grave violação dos direitos humanos, como representa uma ameaça directa à liberdade de imprensa no nosso país”, lê-se no Comunicado

O SINJOTECS exige às autoridades competentes “uma investigação célere e rigorosa, com a identificação e responsabilização dos autores deste ataque”. E sublinha que a “impunidade não pode continuar a alimentar o medo e a censura entre os jornalistas guineenses.”

O sindicato reafirma ainda “o compromisso com a defesa intransigente da liberdade de imprensa e do direito dos cidadãos à informação livre, plural e independente”.

De acordo com a Rádio Capital FM, o jornalista confirmou que os agressores o acusaram de “denegrir a imagem da Guiné-Bissau no exterior”, em referência a reportagens da Rádio e Televisão de Portugal (RTP) sobre a situação sociopolítica do país.

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