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Guiné-Bissau: PAIGC poderá exigir auditoria externa ao processo eleitoral

PAIGC

O Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) anunciou que poderá “solicitar a realização de uma auditoria externa, equidistante, transparente e credível ao processo eleitoral, em particular à base de dados do GTAPE [Gabinete Técnico de Apoio ao Processo Eleitoral], de modo a garantir a verdade eleitoral e a confiança dos cidadãos”.

A posição consta das resoluções finais da reunião do Bureau Político, realizada a 16 de Agosto na sede nacional do partido em Bissau. No mesmo encontro, o órgão político propôs ao Comité Central “autorizar o Presidente do Partido a negociar e a celebrar um Acordo de Coligação com Partidos integrantes da PAI-Terra Ranka, visando participar nas próximas eleições legislativas”. Recomendou ainda “a manutenção da lista dos candidatos a Deputado para as próximas Eleições Legislativas, mandatando a Comissão Permanente a proceder aos ajustes que se julguem necessários”.

Em paralelo, o PAIGC reagiu à decisão do governo guineense de expulsar órgãos de comunicação portugueses do país. Os libertadores exigem “a revogação imediata da decisão governamental de suspensão das emissões da RDP, RTP e Agência Lusa, bem como a vergonhosa ordem de expulsão dada aos respectivos delegados”.

Nas resoluções, o partido também condena “sem reservas” aquilo que descreve como “a vã tentativa de deturpar informações” relativas ao pronunciamento do Tribunal Africano dos Direitos do Homem e dos Povos sobre a queixa apresentada por Domingos Simões Pereira contra o Estado da Guiné-Bissau.

O PAIGC aproveitou ainda para “exigir das autoridades competentes uma investigação responsável e cabal esclarecimento de assassinatos que têm vindo a envergonhar a sociedade guineense, bem como tradução à justiça dos autores morais e materiais”.

A reunião terminou com uma moção de solidariedade com Cabo Verde, “que vive momentos difíceis devido às calamidades meteorológicas”; Portugal, “que se depara com grandes incêndios em várias localidades, provocando perdas de vidas humanas e danos em várias infra-estruturas”; a Guiné-Conacri, “que enfrenta graves inundações, com vítimas mortais e elevados prejuízos materiais”; e o Gana, “pela queda de um helicóptero que provocou a morte aos ocupantes, entre os quais dois ministros do governo desse país”.

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