A Guiné Equatorial e a escola turca Ayjet Flight School estão a estudar formas de cooperação para reativar e certificar a Escola Aeronáutica de Mongomeyen, que se encontra praticamente paralisada há cerca de dez anos. A iniciativa foi abordada durante uma visita de trabalho a Istambul do ministro de Estado dos Transportes, Telecomunicações e Aviação Civil, Honorato Evita Oma, acompanhado pelo embaixador José Esono Micha Akeng.
Durante a visita às instalações da Ayjet, a delegação equato-guineense conheceu os equipamentos técnicos e os programas de formação teórica e prática de pilotos, tendo mantido conversações com os responsáveis da instituição sobre as possibilidades de estabelecer uma parceria. Fundada a 5 de outubro de 2005 por um grupo de pilotos turcos experientes, a escola possui experiência na formação aeronáutica e na colaboração com companhias aéreas internacionais.
O projeto pretende transformar a Escola Aeronáutica de Mongomeyen, criada em fevereiro de 2014, num centro regional de formação, treino e avaliação de pilotos, aproveitando as infraestruturas existentes e as instalações residenciais. Um dos objetivos é formar novos pilotos da Guiné Equatorial e de outros países africanos, enquanto o outro passa por permitir que profissionais no ativo realizem treinos periódicos e testes em simuladores no país, reduzindo a necessidade de deslocações ao estrangeiro.
Na sequência das conversações, uma delegação da Ayjet deverá deslocar-se em breve à Guiné Equatorial para avaliar o estado das instalações de Mongomeyen e analisar as condições para uma eventual cooperação técnica, académica e operacional. A visita permitirá determinar a viabilidade do projeto e identificar as intervenções necessárias para recuperar o centro de formação.
A iniciativa integra o plano de ação do Ministério dos Transportes, Telecomunicações e Aviação Civil, que visa recuperar infraestruturas aeronáuticas nacionais, reativar serviços aéreos e reforçar as capacidades operacionais da companhia Ceiba Intercontinental. Segundo as autoridades equato-guineenses, o projeto poderá também contribuir para posicionar o país como um futuro centro regional de formação aeronáutica.
