O Governo equato-guineense condicionou o avanço para a produção de arroz em grande escala à realização de estudos técnicos, financeiros e ambientais adicionais. Esta decisão foi tomada na sequência das recomendações feitas pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
Trata-se de uma medida que tem como objetivo avaliar a rentabilidade dos investimentos e a capacidade dos projetos para reduzir a dependência das importações alimentares.
A decisão foi analisada numa reunião presidida pelo Vice-Presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Mangue. Estiveram também presentes o primeiro-ministro e ministros responsáveis pelas pastas da Agricultura, Florestas e Finanças, entre outros membros do Executivo.
De acordo com as informações divulgadas pelo Governo, a FAO considera pertinente a implementação do projeto de produção de arroz, mas recomenda uma avaliação mais aprofundada antes de avançar para uma operação em grande escala.
As iniciativas visam aumentar a oferta de alimentos produzidos localmente, criar postos de trabalho e reforçar a segurança alimentar. No entanto, a concretização destes objetivos vai depender da demonstração da viabilidade económica dos investimentos e da capacidade de competir com os produtos importados.
