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Guiné Equatorial informa Itália e Vaticano sobre indulto concedido a Fulgençio Obiang Esuno

A Guiné Equatorial informou oficialmente o Vaticano e o Governo de Itália sobre o indulto concedido a Fulgençio Obiang Esuno, cidadão ítalo-guineense que cumpria uma pena de 58 anos de prisão. A medida foi comunicada pelo ministro de Estado dos Negócios Estrangeiros, Cooperação Internacional e Diáspora, Simeón Oyono Esuno Angué, no âmbito de contactos realizados em Malabo.

Segundo a nota de imprensa, o indulto foi concedido através do Decreto Presidencial n.º 96, de 24 de Agosto de 2026, por ocasião do 47.º aniversário do golpe de Liberdade. Obiang Esuno tinha sido condenado por órgãos judiciais da Guiné Equatorial por crimes que as autoridades associaram a actos de traição contra o chefe de Estado.

A decisão foi transmitida ao secretário-geral da Nunciatura Apostólica para os Camarões e a Guiné Equatorial, Leonard Gomes Linkú, e à embaixadora de Itália acreditada no país, Natalia Sanginiti. Os encontros decorreram a 27 de Agosto, na sede do Ministério dos Negócios Estrangeiros, em Malabo, e inserem-se também no reforço da cooperação entre a Guiné Equatorial, o Vaticano e Itália.

Durante as audiências, Simeón Oyono Esuno Angué destacou o gesto de perdão e magnanimidade do Presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang Nguema Mbasogo, defendendo que a decisão poderá representar um ponto de viragem no aprofundamento das relações entre os dois países europeus e a Guiné Equatorial.

A diplomata italiana manifestou-se emocionada com a decisão e afirmou que informaria rapidamente o seu Governo sobre o assunto. Por seu lado, o ministro equato-guineense expressou a expectativa de que Itália possa reforçar a cooperação com o país, sobretudo no âmbito da diversificação e industrialização da economia nacional e da transformação dos produtos locais.

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