Macau foi distinguida, pela primeira vez, com prémios da Organização Mundial da Saúde (OMS) e da Aliança das Cidades Saudáveis, em reconhecimento pelos resultados alcançados na promoção da saúde pública, prevenção do tabagismo e consumo nocivo de álcool. As distinções foram atribuídas durante a 11.ª Conferência Global da Aliança para Cidades Saudáveis, realizada entre 1 e 3 de setembro, em Sydney, na Austrália.
O Governo da Região Administrativa Especial de Macau recebeu da OMS o prémio “Proteção da comunidade contra os malefícios do tabaco e do álcool: fatores impulsionadores comerciais para a resposta aos riscos”. A distinção reconhece medidas implementadas pelas autoridades para reduzir o consumo de tabaco e álcool, incluindo o alargamento das zonas onde é proibido fumar e a adoção de legislação destinada a proteger sobretudo crianças e jovens.
Entre as medidas destacadas está a criação, desde novembro de 2025, de zonas experimentais de proibição de fumar num raio de 10 metros junto às entradas de quatro instituições de ensino. Em 2026, Macau avançou também com novas restrições aos cigarros eletrónicos e com a proibição da produção, distribuição, venda, importação e exportação de determinados produtos de nicotina. No caso do álcool, a legislação em vigor desde 2023 proíbe a venda e o fornecimento de bebidas alcoólicas a menores, com multas que podem chegar às 20 mil patacas.
Os resultados apresentados na conferência mostram uma redução significativa do consumo. A taxa de consumo de tabaco entre residentes com 15 ou mais anos caiu de 16,6% em 2011 para 11,2% em 2025, enquanto entre os jovens diminuiu de 9,5% para 3,8%. Macau alcançou assim antecipadamente o objetivo da OMS de reduzir em 30% a prevalência do consumo de tabaco. Também o consumo de álcool entre residentes com 15 ou mais anos diminuiu, passando de 36,5% em 2018 para 28% em 2024.
Além do reconhecimento da OMS, Macau recebeu dois prémios da Aliança das Cidades Saudáveis: o Prémio Cidade Saudável e o Prémio de Desenvolvimento Inovador para uma Cidade Saudável, na área da cobertura universal de saúde. As distinções reconhecem, entre outros aspetos, o reforço dos cuidados de saúde comunitários, a formação em medicina familiar e o desenvolvimento de sistemas de gestão de doenças crónicas.
