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Macau reforça cooperação académica e cultural com países de língua portuguesa

A Fundação Macau (FM) promoveu um encontro de intercâmbio entre uma delegação cultural de nove países de língua oficial portuguesa e académicos locais, numa iniciativa destinada a reforçar a cooperação académica, cultural e científica entre Macau e o espaço lusófono. O evento reuniu representantes governamentais, investigadores e especialistas para debater temas ligados à história de Macau, à cooperação sino-lusófona e à denominada “Macaulogia”.

Na abertura do encontro, o Presidente do Conselho de Administração da Fundação Macau, Wu Zhiliang, apresentou os principais progressos socioeconómicos alcançados pela Região Administrativa Especial desde o seu retorno à soberania chinesa, destacando o papel do princípio “Um País, Dois Sistemas” e a preservação das características culturais únicas de Macau. Sublinhou ainda a importância de aprofundar as relações económicas, comerciais e culturais entre Macau e os países de língua portuguesa, manifestando a expectativa de que o intercâmbio contribua para novos projectos de cooperação.

A iniciativa contou também com a participação de seis jovens académicos de instituições de ensino superior e centros de investigação de Macau, que trocaram experiências com a delegação lusófona sobre a história da região, a investigação académica e o desenvolvimento das relações entre a China e os países de língua portuguesa. O diálogo decorreu integralmente em língua portuguesa, evidenciando o papel do idioma como ponte de ligação entre as diferentes culturas.

O director-geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas do Ministério da Cultura de Portugal e líder da delegação, Luís Filipe Reis dos Santos, destacou o significado do encontro, considerando que o debate permitiu aprofundar a cooperação entre as partes. Manifestou ainda o desejo de que sejam concretizados novos projectos conjuntos que reforcem a amizade e promovam o desenvolvimento das relações culturais e académicas entre Macau e os países lusófonos.

Além de representantes de Portugal, participaram responsáveis de instituições culturais e patrimoniais de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné-Equatorial, Moçambique, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, bem como representantes do Ministério dos Negócios Estrangeiros da República Popular da China na Região Administrativa Especial de Macau.

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