O Fundo Monetário Internacional (FMI) concluiu a consulta anual realizada ao abrigo do Artigo IV à Região Administrativa Especial de Macau (RAEM), destacando a resiliência da economia local apesar das incertezas que continuam a marcar o contexto internacional. Na declaração preliminar divulgada após a missão, realizada entre 14 e 23 de Julho, os especialistas estimam que a economia de Macau cresça 3,3% em 2026, mantendo uma taxa de crescimento próxima dos 3% no médio prazo.
Os peritos do FMI apresentaram uma avaliação positiva da situação financeira da RAEM, considerando que o sistema financeiro permanece sólido e que as actividades financeiras têm vindo a tornar-se mais diversificadas. O organismo reconheceu igualmente a robustez das finanças públicas de Macau, sublinhando que estas continuam a constituir um importante factor de estabilidade económica.
O relatório destaca ainda os progressos registados na estratégia de diversificação da economia, apontando como oportunidades de crescimento o desenvolvimento da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau, em Hengqin, e o reforço das ligações económicas com os Países de Língua Portuguesa. O FMI considera também que o Fundo de Orientação criado pelo Governo poderá desempenhar um papel relevante no apoio às empresas locais e na promoção de novos sectores de actividade.
No conjunto das recomendações, o Fundo Monetário Internacional defende a continuação das reformas para melhorar o ambiente de negócios, aumentar a eficiência da Administração Pública e reforçar a gestão das finanças públicas. Os especialistas recomendam igualmente o investimento na formação de quadros qualificados, na adopção de tecnologias digitais e de inteligência artificial e em infra-estruturas de adaptação às alterações climáticas, medidas consideradas essenciais para garantir um crescimento económico sustentável e concretizar os objectivos do 3.º Plano Quinquenal de Desenvolvimento Socioeconómico de Macau para o período 2026-2030.
