O Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) vai liderar uma delegação de 29 empresários do Interior da China, Macau e Hengqin a Moçambique, entre 20 e 25 de julho, para participar no Encontro de Empresários para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa – Maputo 2026. A iniciativa visa reforçar o papel de Macau como plataforma entre a China e os países lusófonos e promover novas oportunidades de investimento e negócios.
A missão integra representantes de setores como infraestruturas, engenharia, tecnologias, logística, cadeias de abastecimento, comércio eletrónico transfronteiriço e serviços profissionais. Além da participação no encontro, os empresários irão realizar visitas de prospeção e reuniões com cerca de dez entidades moçambicanas, incluindo organismos públicos, associações empresariais, empresas e projetos turísticos e comerciais, com o objetivo de identificar áreas de cooperação e investimento.
Coorganizado pela Agência para a Promoção de Investimento e Exportações de Moçambique, pelo Conselho Chinês para a Promoção do Comércio Internacional (CCPIT) e pelo IPIM, o encontro decorre nos dias 23 e 24 de julho, em Maputo, sob o tema “Investir em Logística e Infraestruturas para Impulsionar o Desenvolvimento”. O programa inclui mesas-redondas, palestras temáticas, sessões de encontros empresariais, cerimónias de assinatura de acordos e reuniões de negócios destinadas a facilitar parcerias entre empresas chinesas e dos países de língua portuguesa.
Criado em 2003 no âmbito do Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa (Macau), o encontro tornou-se um dos principais mecanismos de promoção da cooperação sino-lusófona. Ao longo de 16 edições, reuniu cerca de 6.800 representantes empresariais, promoveu mais de 3.900 reuniões de negócios e permitiu a assinatura de aproximadamente 120 acordos de cooperação em áreas como tecnologia, infraestruturas, turismo, comércio e finanças.
O IPIM afirma que continuará a potenciar o papel estratégico de Macau como elo de ligação entre a China e os mercados lusófonos, incentivando as empresas a explorar oportunidades de investimento em África e nos restantes países de língua portuguesa e contribuindo para a diversificação da economia da Região Administrativa Especial de Macau.
