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Macau promove plataforma sino-lusófona e sino-hispânica junto de empresas da Grande Baía

O Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM) realizou, entre 19 e 21 de agosto, sessões de promoção em Shenzhen e Guangzhou destinadas a apoiar empresas da Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau na expansão para os mercados dos países de língua portuguesa e espanhola. As iniciativas inserem-se na implementação do 3.º Plano Quinquenal e reuniram cerca de 300 representantes empresariais.

As sessões contaram com empresas de setores como a inovação científica e tecnológica, comércio externo, indústria transformadora, serviços jurídicos e setor financeiro, tendo sido organizadas mais de 150 bolsas de contacto empresarial. O objetivo passa por reforçar o papel de Macau como plataforma de ligação entre a China, os países lusófonos e os mercados de língua espanhola, facilitando a internacionalização das empresas da região.

Durante a deslocação, representantes do IPIM visitaram também 14 empresas dos setores da saúde, novas energias e tecnologia, incluindo duas integradas na lista das 500 maiores empresas da China. Algumas manifestaram interesse em utilizar Macau para desenvolver operações financeiras e processos de liquidação relacionados com os seus negócios internacionais, tirando partido dos serviços financeiros e das políticas fiscais disponíveis no território.

Outras empresas, apesar de já terem experiência no comércio externo, ainda não tinham entrado nos mercados dos países lusófonos e hispanófonos. Após conhecerem os recursos e serviços disponibilizados através das plataformas de cooperação de Macau, manifestaram interesse em recorrer ao apoio do IPIM para encontrar parceiros, obter informação sobre os mercados e desenvolver novos projetos de expansão internacional.

Segundo o vogal do IPIM, Sam Lei, Macau pode funcionar como uma ligação estratégica entre as empresas chinesas e os mercados internacionais, oferecendo apoio em áreas como consultoria, financiamento, serviços jurídicos e cooperação empresarial. A estratégia passa também pela articulação entre Macau e Hengqin, permitindo às empresas combinar os recursos financeiros e comerciais de Macau com as capacidades industriais e de desenvolvimento da Zona de Cooperação Aprofundada entre Guangdong e Macau.

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