Nove dirigentes do Banco Central de Timor-Leste, incluindo o governador, Helder Lopes, e a vice-governadora, Sara Lobo Brites, concluíram uma ação de formação promovida pela Autoridade Monetária de Macau (AMCM), com o objetivo de reforçar a governação financeira e aprofundar a cooperação entre a China e os países de língua portuguesa.
A iniciativa enquadra-se no acordo de cooperação renovado entre as duas instituições em 2024 e incidiu sobre áreas como a supervisão financeira, os sistemas de pagamento, a gestão de reservas e as novas tecnologias aplicadas ao setor financeiro. Durante a formação, representantes de diversas entidades apresentaram projetos relacionados com a cooperação financeira entre Macau e Hengqin, a ligação entre os mercados obrigacionistas de Hong Kong e Macau e soluções inovadoras de tecnologia financeira desenvolvidas pela Huawei.
O programa incluiu ainda visitas técnicas ao Gabinete de Informação Financeira dos Serviços de Polícia Unitários, onde foram abordadas as estratégias de combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo, bem como às duas entidades emissoras de notas de Macau — a sucursal do Banco da China e o Banco Nacional Ultramarino. Os participantes tiveram igualmente oportunidade de conhecer os testes da pataca digital e os serviços de compensação em renminbi.
No final da formação, Helder Lopes considerou a iniciativa “muito produtiva”, afirmando que a partilha de experiências da Autoridade Monetária de Macau oferece referências importantes para a modernização do sistema financeiro de Timor-Leste, nomeadamente nas áreas da supervisão financeira e do desenvolvimento das finanças digitais. O responsável agradeceu ainda a organização da formação e destacou o papel de Macau como plataforma de ligação entre a China e os países de língua portuguesa.
A Autoridade Monetária de Macau salientou que mantém acordos de cooperação com oito países lusófonos e reiterou o compromisso de continuar a aprofundar os intercâmbios financeiros no espaço da lusofonia, reforçando o posicionamento de Macau como plataforma de serviços financeiros entre a China e os Países de Língua Portuguesa.
