Foi anunciado hoje, pelos profissionais de saúde de Moçambique, o prolongamento por mais 30 dias a greve no setor, por não ter existido consenso nas negociações. Os protestantes acusam o Governo moçambicano de “intensificar as ameaças” à classe.
Sheila Chuquela, Secretária-Geral da Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique (APSUSM), em conferência de imprensa, referiu que as “Conversações estão a decorrer com o Governo, mas prevalece o braço de ferro, visto que este teima em não apresentar garantias concretas de que vai cumprir com os acordos de junho e agosto de 2023 firmados em sede de negociações”.
Os profissionais de saúde, à exceção dos médicos, estão em greve há quase um mês, abrangendo cerca de 65.000 profissionais, de diferentes departamentos do Sistema Nacional de Saúde. Desses, mais de 50 mil profissionais de saúde aderiram à greve iniciada em 29 de abril.
Entre outras reivindicações, a APSUSM exige mais medicamentos para os hospitais, que têm, em alguns casos, de ser adquiridos pelos pacientes, a aquisição de camas hospitalares, a resolução do problema da “falta de alimentação”, bem como o equipamento de ambulâncias com materiais de emergência e equipamentos de proteção individual não descartável, cuja falta vai “obrigando os funcionários a comprarem do seu próprio bolso”.
