O Banco de Moçambique prevê que a economia do país vai continuar a recuperar de forma moderada, para 2027 e para o médio prazo, impulsionada pelo desempenho da agricultura, da indústria extrativa e dos serviços.
No entanto, também antevê uma subida generalizada no primeiro trimestre de 2027 por fatores internos e externos, o que levará a um consequente aumento do custo de vida.
A informação foi divulgada pelo Governador do Banco de Moçambique, Felisberto Navalha, durante a abertura do 51.º Conselho Consultivo da instituição, que decorre na província de Tete.
“No que respeita aos preços, antecipamos alguma pressão no curto prazo e uma trajetória de desaceleração no médio prazo”, declarou ainda o representante.
Navalha disse igualmente que, a nível interno, o aumento do custo de vida será justificado pelas incertezas no que diz respeito à magnitude da inflação importada, à evolução da dívida pública e dos atrasados do Estado, e aos impactos dos choques climáticos, sobretudo do El Niño.
“A nível externo, as incertezas quanto à duração e magnitude dos efeitos das tensões geopolíticas no Médio Oriente e na Europa sobre os fluxos de comércio internacional, a oferta global de bens e os preços internacionais de combustíveis e alimentos”, concluiu.
