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Daniel Chapo apresenta Moçambique como a próxima fronteira de crescimento em África

O Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, defendeu que o país reúne as condições para se afirmar como a próxima grande fronteira de crescimento económico em África, ao abrir esta quarta-feira o Mozambique CEO Summit, em Maputo. Perante empresários, investidores e representantes de instituições financeiras, o Chefe de Estado reiterou que Moçambique está aberto ao investimento nacional e estrangeiro, garantindo que o Governo continuará a promover um ambiente de negócios assente na segurança jurídica, previsibilidade, simplificação administrativa e combate à corrupção.

Na sua intervenção, Daniel Chapo sublinhou que o sector privado deverá desempenhar um papel central na transformação económica do país, apelando às empresas moçambicanas para responderem às oportunidades com profissionalismo, integridade e capacidade de execução. Defendeu ainda que os grandes investimentos devem gerar benefícios para a economia nacional, através do reforço do conteúdo local, da criação de emprego, da transferência de conhecimento e do respeito pelas comunidades e pelo ambiente.

O Presidente apresentou também a estratégia do Executivo para transformar Moçambique num hub energético e logístico regional, apoiado no potencial dos recursos naturais, na expansão das infraestruturas e na integração económica da África Austral. Entre os principais projectos destacados figuram a expansão da capacidade hidroeléctrica no Vale do Zambeze, o programa Energia para Todos e os empreendimentos de gás natural da Bacia do Rovuma, cuja carteira de investimentos ronda os 50 mil milhões de dólares norte-americanos.

Daniel Chapo afirmou ainda que a disponibilidade de energia poderá impulsionar novos sectores de elevado valor acrescentado, incluindo centros de dados e infraestruturas de inteligência artificial, permitindo posicionar Moçambique como um polo energético e digital da região. Paralelamente, destacou os investimentos em curso nos corredores logísticos de Nacala, Beira e Maputo, considerados fundamentais para melhorar a competitividade da economia e facilitar o comércio regional.

No encerramento do discurso, o Chefe de Estado apelou ao reforço da cooperação entre o Governo, o sector privado, as instituições financeiras e os parceiros de desenvolvimento para acelerar a industrialização do país. Daniel Chapo reiterou que o objectivo do Executivo passa por utilizar a riqueza gerada pelos grandes projectos para diversificar a economia, reduzir a dependência da indústria extractiva e transformar os recursos naturais em prosperidade sustentável para todos os moçambicanos.

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