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Fórum Rússia–África reforça aposta de Daniel Chapo na transformação dos recursos naturais

O Presidente moçambicano, Daniel Francisco Chapo, participou, a 28 de outubro, na abertura do Fórum Económico e Humanitário Rússia–África, em Moscovo, um encontro dedicado ao reforço da cooperação económica e à valorização dos recursos naturais africanos. A iniciativa converge com a estratégia defendida pelo chefe de Estado de transformar o potencial do país em riqueza, emprego e melhores condições de vida para a população.

Na sessão de abertura, o Presidente russo, Vladimir Putin, destacou a crescente importância de África na economia e na política mundiais, sublinhando o potencial dos seus recursos naturais, da sua população e da sua localização estratégica nas principais rotas comerciais. Putin defendeu uma cooperação reforçada nos sectores da energia, agricultura, mineração, indústria, transportes e tecnologias digitais, incluindo a partilha de conhecimentos e competências tecnológicas.

Segundo o líder russo, o comércio entre a Rússia e os países africanos ultrapassou os 27 mil milhões de dólares no último ano, face aos 18 mil milhões registados em 2022. Putin manifestou ainda disponibilidade para aprofundar parcerias em infra-estruturas energéticas e de transportes, telecomunicações, agricultura e indústria, defendendo o reforço da soberania tecnológica dos países africanos.

Também o Presidente em exercício da União Africana e chefe de Estado do Burundi, Évariste Ndayishimiye, apelou a uma mudança no modelo de exploração dos recursos do continente. O dirigente defendeu que África deve deixar de ser apenas fornecedora de matérias-primas e passar a participar activamente na sua transformação, através de investimentos no agronegócio, energia, infra-estruturas, ciência e tecnologia. O objectivo, salientou, é produzir mais bens localmente, criar emprego e reter maior valor acrescentado nas economias africanas.

Para Moçambique, o fórum representa uma oportunidade para aprofundar parcerias em áreas estratégicas como energia, mineração, agricultura e infra-estruturas. A participação de Daniel Chapo enquadra-se nos esforços para atrair investimentos, promover a industrialização, facilitar a transferência de tecnologia e aumentar a capacidade produtiva nacional, de modo a garantir que a exploração dos recursos naturais se traduza em benefícios económicos e sociais concretos para os moçambicanos.

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