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Moçambique: 1.800 PME capacitadas pelo programa Conecta Negócios no Norte do país

O programa Conecta Negócios capacitou nos últimos meses 1.800 pequenas e médias empresas (PME) que actuam no norte do país em matérias de empreendedorismo e gestão, tendo financiado 34 empresas com 168 milhões de meticais e seleccionado outras 42 para uma nova janela de financiamento avaliada em 82 milhões de meticais.

Estes números foram apresentados sexta-feira (17), em Pemba, pelo Presidente do Conselho de Administração (PCA) da Agência de Desenvolvimento Integrado do Norte (ADIN), Jacinto Loureiro, durante um encontro dirigido pelo ministro do Planeamento e Desenvolvimento, Salim Cripton Valá, dedicado ao balanço dos programas de reconstrução e desenvolvimento da região norte de Moçambique.

De acordo com os dados apresentados, o Conecta Negócios tem apostado na capacitação empresarial e no acesso ao financiamento como mecanismos para fortalecer as pequenas e médias empresas, estimular a actividade económica e ampliar as oportunidades de emprego em Cabo Delgado.

Além das empresas capacitadas e financiadas, a iniciativa apresentou resultados relativos à integração de 300 jovens em estágios remunerados, procurando facilitar o acesso à experiência profissional e criar oportunidades de inserção no mercado de trabalho.

Durante o encontro, na cidade de Pemba, Salim Cripton Valá, Ministro de Planificação e Desenvolvimento, defendeu que os empresários locais devem reforçar a capacidade de produção, melhorar a qualidade dos produtos, garantir embalagens adequadas e assegurar fornecimentos regulares para responder às exigências dos compradores.

O governante destacou igualmente a necessidade de criar condições para que as pequenas e médias empresas beneficiem das oportunidades associadas aos grandes projectos económicos em curso na província.

Um dos exemplos apresentados diz respeito à cadeia de abastecimento alimentar do projecto de gás natural em Afungi, onde trabalham aproximadamente 11 mil pessoas.

Segundo o balanço da ADIN, os produtores locais conseguem actualmente assegurar cerca de 47% das necessidades de abastecimento alimentar associadas aos trabalhadores, havendo ainda espaço para aumentar a participação dos fornecedores nacionais.

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