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Moçambique: Administrador de Macomia denuncia falta de condições básicas para governar

O administrador do distrito de Macomia, Tomás Badae, ni centro da província de Cabo Delgado, denunciou recentemente a persistência de graves limitações estruturais que continuam a comprometer o processo de reconstrução e o funcionamento normal da administração pública naquela região da província de Cabo Delgado.

Falando durante a VII sessão ordinária do Conselho Executivo Provincial, realizada no dia à dias, Tomás Badae, destacou que, apesar de alguns avanços, o distrito ainda enfrenta desafios profundos nos sectores da educação, saúde e serviços básicos, como consequência directa dos ataques terroristas.

Segundo o dirigente, no sector da educação, a situação é considerada crítica, havendo mais de 4.600 alunos que continuam a assistir aulas sentados no chão devido à insuficiência de carteiras escolares.

O administrador, do distrito de Macomia avançou que são necessárias pelo menos 2.301 carteiras duplas para minimizar o problema.

Aliás, além disso, há um défice de 17 salas de aula, obrigando cerca de 1.699 alunos a terem aulas ao ar livre, em condições precárias.

A área da saúde também apresenta fragilidades preocupantes, confirme arrola o administrador de Macomia, afirmando que seis unidades sanitárias permanecem encerradas, reduzindo significativamente a cobertura dos serviços de saúde.

A escassez de medicamentos e de material médico-cirúrgico agrava ainda mais o cenário, dificultando a prestação de cuidados básicos à população.

Para além disso, o administrador apontou dificuldades operacionais que afectam directamente a governação local. Entre elas, destaca-se a insuficiência de meios de transporte para assistência técnica aos produtores, o que compromete o desenvolvimento agrícola, principal fonte de subsistência da população.

Outro ponto crítico levantado foi o atraso no pagamento de salários e subsídios a funcionários públicos, líderes comunitários, idosos e activistas voluntários, situação que, de acordo com o dirigente, desmotiva os agentes locais e fragiliza a implementação de programas sociais.

Diante deste cenário, Tomás Badae apela a uma intervenção mais robusta por parte das autoridades centrais e parceiros de cooperação, sublinhando que, sem condições básicas de funcionamento, torna-se difícil assegurar uma governação eficaz e responder às necessidades urgentes da população de Macomia.

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