A Direção da Administração Nacional das Áreas de Conservação (ANAC) assegura que, no âmbito da aplicação da política de canalização dos 20%, valores destinados às comunidades locais provenientes da exploração e visita turística, foram canalizados 41.283.679,20 meticais entre 2022 e 2024.
A informação foi tornada pública através de um comunicado de imprensa datado de 24 de maio, por ocasião da celebração dos 14 anos da criação da instituição, que ocorreu a 25 de maio de 2011, por meio do Decreto 11/2011.
A ANAC tem o mandato de administrar todas as áreas de conservação do país (parques e reservas), que cobrem pelo menos 29% do território nacional.
Além da canalização de mais de 41 milhões de meticais às comunidades, a ANAC considera que, nos últimos anos, houve um aumento do número de fiscais florestais e da fauna bravia, atualmente estimado em 634 homens.
De acordo com o comunicado, somente em 2024, as receitas provenientes do turismo de contemplação e cinegético em parques, reservas, coutadas oficiais e fazendas de bravio atingiram 249.666.057,82 meticais.
No entanto, a ANAC reconhece que a caça furtiva, que afeta elefantes, rinocerontes, felinos e várias espécies de antílopes, continua a representar um desafio.
A instituição lamenta ainda o registo de 974 incidentes de conflito homem-animal em 2024, sobretudo nas províncias de Manica, Gaza e Tete.
Por outro lado, a ANAC garante que estão em curso esforços das Forças de Defesa e Segurança (FDS) para restabelecer a paz e a segurança na Reserva Especial do Niassa, após a destruição de várias infraestruturas e o assassinato de fiscais e agentes das FDS.
