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Moçambique: ANAMOLA exige a PR declarações sobre assassinatos dos seus membros

O ANAMOLA decidiu dar um prazo de dez dias ao Presidente da República de Moçambique, Daniel Chapo, para pronunciar-se publicamente contra as perseguições, agressões e assassinatos a membros do partido, que diz terem sido motivados por intolerância política.

A exigência foi feita através de uma carta submetida pelo ANAMOLA a Chapo. Segundo a formação política, dirigida por Venâncio Mondlane, estas ações têm sido levadas a cabo por agentes da Polícia e indivíduos não identificados.

“Exigimos que ninguém nos mate só porque estamos a exercer os nossos direitos. Ninguém  nos mate. Que o Presidente da República declare publicamente tolerância zero à violência política e assuma um compromisso inequívoco com o fim do derramamento do sangue por razões políticas em Moçambique”, expôs o político James Njiji.

“Que condene todos os atos de violência política, independentemente de quem sejam as vítimas ou os alegados responsáveis, reafirmando que nenhuma divergência política justifica a agressão, a perseguição ou morte de um cidadão; que condene expressamente o uso desproporcionado da força contra cidadãos, com particular atenção às situações onde envolvem crianças, jornalistas, pessoas com deficiência; que instrua as instituições competentes a investigar de forma imparcial, célere e transparente todos os casos de violência política, denunciados e outros conexos, garantindo que nenhuma situação seja ignorada por razões partidárias ou institucionais”, acrescentou.

O prazo para o chefe de Estado pronunciar-se termina a 30 de outubro. “Solicitamos que essas declarações públicas sejam feitas no prazo de 10 dias, contados a partir da recepção da comunicação formal dirigida ao chefe do Estado”, concluiu Njiji.

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