As autoridades de Niassa estimam que mais de 2.700 pessoas encontram-se deslocadas na sequência do ataque terrorista registado na última quinta-feira, 3 de Setembro, no distrito de Marrupa, junto da Reserva Especial de Niassa.
As famílias estão a receber assistência das autoridades no Posto Administrativo de Marrangira, onde os terroristas incendiaram várias infra-estruturas, incluindo o centro de saúde local, o posto policial e viaturas, além de terem feito reféns.
O Secretário de Estado no Niassa, Silva Fernando Livone, que revelou a informação deslocou-se este sábado, 5 de Setembro, a Marrangira para avaliar, no terreno, os danos provocados pelo ataque e inteirar-se das condições das comunidades afectadas.
Na mesma visita Silva Livone escalou a Coutada MWA, que tem o ex selecionador português um dos sócios onde igualmente se inteirou dos danos
Outrossim, Livone encorajou as Forças de Defesa e Segurança destacadas a reforçarem as medidas de prevenção, com o objectivo de evitar novos ataques e garantir a segurança da população.
Às famílias afectadas, o dirigente encorajou para reforçarem a vigilância e denunciarem às autoridades a presença ou movimentos de pessoas estranhas nas comunidades.
De acordo com fontes locais, não está claro se os terroristas que chegaram de se apoderar de meios de transportes abandonaram o território de Niassa de volta a Cabo Delgado ou permanecem ainda na área da Reserva Especial de Niassa.
