A Comissão de Gestão Nacional da Renamo, denominação de um grupo alegadamente composto por ex-guerrilheiros, membros e simpatizantes do partido, contestou a expulsão de António Muchanga e acusou o dirigente Ossufo Momade de ditadura e má gestão.
Ao reunir-se na delegação política da Matola, este grupo exigiu a demissão imediata do líder da formação política da oposição em Moçambique.
“Queremos manifestar o nosso profundo desagrado a forma manipuladora como o presidente do partido e os seus acólitos organizaram a expulsão do doutor António Pedro Muchanga, membro e quadro sénior do partido figura incontornável do mosaico político moçambicano”, declarou o representante da Comissão Nacional de Gestão da Renamo, Edgar de Jesus, nesta segunda-feira, 26 de outubro.
O responsável acrescentou que, “em torno desta expulsão, não houve nenhum debate no Conselho Nacional”.
A Comissão de Gestão Nacional da Renamo deixou o aviso de que, caso Momade se mantenha na liderança, o partido poderá enfrentar dificuldades para sobreviver politicamente nas próximas eleições.
