O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, considerou que a participação do país no XII Fórum de Alto Nível de Tana sobre Segurança permitiu partilhar experiências nacionais e conhecer os desafios enfrentados por outros Estados africanos. No balanço do encontro, divulgado a 25 de Outubro, o chefe de Estado defendeu que o consenso alcançado entre os líderes deve traduzir-se num reforço da unidade e da coesão do continente.
Durante a sua intervenção no painel dedicado à construção de um modelo africano de paz e soberania num contexto de rivalidades geopolíticas, Daniel Chapo apresentou a experiência moçambicana na condução do Diálogo Nacional Inclusivo, que descreveu como uma iniciativa aberta à participação das diferentes forças da sociedade. O Presidente defendeu que as divergências políticas e sociais devem ser encaradas como um activo democrático, e não como motivo de violência ou divisão.
No plano económico, o chefe de Estado destacou a necessidade de diversificar a economia e valorizar os recursos naturais para reforçar a independência económica de Moçambique. Entre as medidas apontadas estão a legislação relativa aos sectores mineiro e petrolífero, a Lei de Conteúdo Local e a criação do Banco de Desenvolvimento. Sobre a situação em Cabo Delgado, referiu os esforços de combate ao terrorismo e identificou a assistência humanitária às populações deslocadas como um dos principais desafios, apesar de ataques esporádicos em algumas aldeias.
À margem do fórum, realizado em Bahir Dar, na Etiópia, sob o tema «Caminhos para a Paz em África: Soberania Económica e Transformação Geopolítica», Daniel Chapo reuniu-se com o Presidente do Gana, John Dramani Mahama, e com o primeiro-ministro etíope, Abiy Ahmed Ali. No encontro com o homólogo ganês, foram abordadas experiências na exploração de recursos minerais, particularmente o ouro, que Moçambique pretende aproveitar no âmbito da implementação da sua nova legislação mineira.
