Três pessoas sequestradas pelo Estado Islâmico de Moçambique (EIM) durante um ataque ocorrido em setembro na província do Niassa, distrito de Marrupa, foram libertadas no início de outubro, após mais de três semanas de cativeiro.
Segundo o relatório de actualização sobre a violência em Moçambique publicado terça-feira (6) pelo Monitor de Conflitos em Moçambique ds três reféns trata-se de um cidadão sul-africano, um zimbabuano e um moçambicano que foram libertados no dia 4 de outubro, depois do pagamento de um resgate estimado em 3,2 milhões de meticais, equivalentes a cerca de 53 mil dólares norte-americanos.
De acordo com Monitor de Conflitos em Moçambique, da ACLED, as vítimas estavam detidas na região de Shamba Kubwa, em Nairoto, no norte do distrito de Montepuez, província de Cabo Delgado.
Entretanto, a organização aponta que a libertação dos reféns mediante pagamento de resgate poderá incentivar novos sequestros de estrangeiros por parte do grupo.
Refere ainda que “o cenário representa uma preocupação adicional para organizações humanitárias que trabalham em Cabo Delgado, empresas de mineração que operam na região de Montepuez e o sector turístico da província do Niassa”.
Na mesma análise, o Monitor do Conflito em Moçambique revela a intensificação da actividade do Estado Islâmico no norte do país, realçando que durante os meses de agosto e setembro, o grupo aumentou os ataques contra civis nos distritos de Mocímboa da Praia, Muidumbe e Macomia, além de voltar a ameaçar comunidades no distrito de Nangade.
