A Frelimo manifestou a sua “profunda preocupação” no que diz respeito às manifestações populares que têm ocorrido em todo o território moçambicano após as eleições de 09 de outubro e de onde resultaram já mais de 130 vítimas mortais, na sua maioria assassinadas pela Polícia da República de Moçambique (PRM).
Foi através de um comunicado lido por Eneas Comiche, no final da reunião da Comissão Política da Frelimo realizada em Maputo, que a Frelimo disse que “lamenta e solidariza-se” com todas as vítimas das manifestações.
“Vimos moçambicanos a perderem a vida, moçambicanos fisicamente feridos, privados de acesso ao hospital e de se deslocarem ao local de trabalho. Vimos adolescentes e jovens com dificuldades de terminar o seu ano letivo, em estabelecimentos públicos e privados”, partilhou.
“Vimos confissões religiosas com privações na realização das suas missas, vimos famílias impedidas de realizarem as suas cerimónias de casamento e de funerais”, acrescentou.
“Assistimos à intimidação e à intolerância manifestadas sob forma de práticas coercivas e imposição de colagem de panfletos em viaturas, pondo em causa a liberdade que os moçambicanos conquistaram ao longo de décadas, com muito sacrifício”, leu ainda Comiche.
A Comissão Política da Frelimo condenou a violência, as ameaças e as agressões físicas ou morais dirigidas aos seus membros, simpatizantes e aos cidadãos em geral.
No entanto, há quem critique o facto de a formação política no poder não ter pedido a responsabilização dos autores dos crimes, sejam eles civis ou membros das Forças de Defesa e Segurança.
