O porta-voz da Frelimo, Pedro Guiliche, declarou que o país não pode parar por causa de alguns atores que não querem participar nos processos de paz.
As declarações foram feitas nesta quarta-feira, 08 de outubro, na Matola, em reação às alegações do filósofo Severino Ngoenha sobre o desvio do propósito do Diálogo Nacional Inclusivo.
A Comissão Política da Frelimo reuniu-se em mais uma sessão ordinária e apreciou, entre outros pontos, o Diálogo Nacional Inclusivo e a atuação das Forças de Defesa e Segurança no combate ao terrorismo na província de Cabo Delgado.
“A Comissão Política, neste ponto, saúda o povo moçambicano, saúda as confissões religiosas, mais propriamente pela sua contínua participação no contexto de consolidação da nossa paz, no processo de consolidação da coesão social e da unidade nacional, pois, como temos estado a insistir, sem a paz, sem a coesão social e sem a segurança não há desenvolvimento, e a nossa tarefa de conduzir e promover a agenda de independência económica ficará, certamente, mais longe da sua concretização”, declarou Guiliche.
Sobre o Diálogo Nacional Inclusivo, o porta-voz do partido no poder rejeitou as alegações de Ngoenha. “O que eu gostaria também que a nossa capacidade intelectual nos ajudasse a fazer é exatamente questionar as nossas próprias leituras, se é que seria o país parar porque devia estar à espera de alguém, que, eventualmente, não está aqui. O país não pode parar, o país é feito pelos moçambicanos, é feito pelos atores que se predispõem a participar sem condicionalismos”, concluiu.
