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Moçambique: Igreja Católica confirma agressão a irmãs em Mecuburi e nega violação sexual

Ao longo do fim-de-semana, as redes sociais bem como blogueiros noticiaram que alunas do centro internato e irmãs da igreja católica da paróquia de Mecuburi, na província de Nampula tinham sido assaltadas e depois vítimas de violação sexual.

Para repor a verdade, a Igreja Católica em Nampula confirmou a ocorrência de um assalto nas instalações das Irmãs Franciscanas, no distrito de Mecuburi, onde religiosas e meninas foram surpreendidas por um grupo de homens encapuzados, mas negou que tenha havido qualquer violação sexual durante o ataque.

Segundo um representante da Igreja Católica, o padre Estevão Júlio, os homens entraram nas instalações através do muro e invadiram o lar onde vivem 42 meninas provenientes de diferentes pontos da província de Nampula. Inicialmente, os assaltantes recolheram telemóveis e computadores das meninas além de exigirem dinheiro.

O padre Estevão Júlio, em conferência de imprensa na cidade de Nampula na tarde desta segunda-feira, referiu que durante a acção uma irmã foi saber o que estava acontecer e foi capturada e levada a força onde estavam outras.

Pelo menos duas receberam várias bofetadas antes de conseguir juntarem-se às outras religiosas que se encontravam na residência da missão.

Antes disso, narrou o padre, o guarda das instalações tinha sido violentamente atacado tendo sofrido ferimentos na cabeça e perdeu três dedos de uma das mãos.

O padre Estevão Júlio explicou que os homens que se apoderaram de uma quantia de dinheiro, acabaram por fugir através do muro, em direcção ao bairro, mas as meninas do lar tinham procuraram ajuda junto das casas vizinhas e posteriormente deslocaram-se ao comando policial, cujos agentes chegaram um pouco tarde.

Entretanto, a fonte disse que Igreja Católica nega as informações que circularam nas redes sociais segundo as quais algumas meninas e religiosas teriam sido sexualmente violadas durante o assalto.

“Aquilo que passou nas redes sociais não é verdade. Mesmo as meninas do lar e as irmãs não sofreram de violação sexual”, esclareceu o representante da Igreja, que condenou a divulgação de informações não confirmadas e apelou para que casos desta natureza sejam devidamente investigados antes de serem divulgados.

A Igreja suspeita ainda que os autores do ataque possam ter profundo conhecimento da paróquia devido ao nível de conhecimento que demonstraram sobre as instalações e a área durante a invasão.

Por outro lado, aquele representante dos católicos disse que a Igreja Católica está traumatizada com o episódio, sobretudo tendo em conta o recente assassinato do Bispo de Quelimane, que era natural da província de Nampula.

No lar vivem actualmente 42 meninas e cinco irmãs. Para além do trabalho religioso e de acompanhamento das menores, as religiosas desenvolvem actividades de apoio às comunidades locais, ensinando famílias técnicas de produção de alimentos e distribuindo papas enriquecidas no âmbito do combate à desnutrição.

As autoridades policiais de acordo com Dércio Samuel da PRM em Nampula, em conferência de imprensa sobre ocorrências da semana passada, disse que a corporação está a investigar o caso para esclarecer as circunstâncias do ataque e responsabilizar os envolvidos.

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