e-Global

Moçambique: Jovem que abandonou FRELIMO para se juntar ao partido de Venâncio Mondlane alega ser vítima de perseguição em Lichinga

O jovem político Adamo Selemane denunciou aos órgãos de comunicação que está a viver sob constantes ameaças de morte desde que decidiu abandonar a FRELIMO, partido no qual exerceu diversas funções ao longo da sua carreira, para se juntar ao ANAMOLA, recém movimento liderado pelo ex candidato as eleições de 2024, Venâncio Mondlane.

Segundo Adamo Selemane, os momentos de tensão começaram logo após a sua saída, no partido dos camaradas, passeando a ser acusado pelos antigos colegas de ser “espião”.

“Fui membro da Frelimo desde a minha infância. Já exerci várias funções: fui secretário da OJM, presidente do Conselho Distrital na cidade de Lichinga e secretário de mesa também em Lichinga. Porém, por divergências internas, decidi abandonar o partido. Hoje, estou no Partido ANAMOLA. Há dias que não durmo em casa porque recebi uma chamada com ameaças de morte. Disseram-me que seis homens estavam a ser mobilizados para me atacar”, revelou Selemane.

O jovem político adiantou que as intimidações se tornaram rotina desde a sua adesão ao ANAMOLA, chegando mesmo a ser detido no ano passado em circunstâncias que considera ligadas à sua mudança partidária. Os mesmo pede igualmente a intervenção do Venâncio Mondlane.

“Desde que entrei no Anamalala, recebo ameaças quase todos os dias. Peço ajuda ao meu partido e ao engenheiro Venâncio Mondlane, com quem já trabalhei, para garantir a minha segurança. Não sei o que poderá acontecer nos próximos dias”, lamentou.

Outrossim, a família de Adamo Selemane também manifesta preocupação com a situação. Por exemplo, o seu tio, Mbuana Rashid, denuncia que o sobrinho vive escondido nas matas devido à perseguições políticas.

“O meu sobrinho dorme ao relento só porque escolheu outro partido. Disseram-lhe várias vezes que vai morrer. Como família, estamos preocupados porque ele vive em fuga, numa terra que é a sua. Pedimos apoio para que a sua vida seja salva”, apelou o tio do jovem político.

Em Moçambique, membros e simpatizantes de partidos da oposição têm sido de forma recorrente vítimas de perseguição política.

Exit mobile version