O Presidente da República de Moçambique, Daniel Francisco Chapo, anunciou que o país prevê comercializar cerca de 14 milhões de toneladas de produtos agrícolas durante a Campanha de Comercialização Agrícola 2026.
O anúncio foi feito esta sexta-feira, durante a cerimónia oficial de lançamento da campanha realizada no distrito de Ribáuè, na província de Nampula.
Segundo o Chefe de Estado, a meta de comercialização integra uma produção global estimada em 21,3 milhões de toneladas, representando um crescimento de 26% em relação à campanha anterior. O governante destacou as províncias de Tete, Niassa, Zambézia e Manica como principais regiões produtoras, sublinhando também o papel estratégico de Nampula no comércio agrícola nacional.
Durante o discurso, Daniel Chapo afirmou que a escolha de Nampula para acolher o lançamento da campanha deve-se ao elevado potencial produtivo da província e à sua importância no sistema de comercialização agrícola.
Entre os principais produtos previstos para abastecer os mercados constam milho, mandioca, feijão, arroz, hortícolas, gergelim e castanha de caju, culturas consideradas fundamentais para a segurança alimentar e para a economia rural.
O Presidente Daniel Chapo, defendeu uma comercialização mais organizada e eficiente, de modo a garantir melhores rendimentos aos produtores, mas lamentou as dificuldades enfrentadas pelos agricultores no acesso aos mercados e defendeu preços justos para a produção nacional.
Nesse contexto, o chefe do Estado, destacou o papel da Bolsa de Mercadorias de Moçambique como plataforma de referência para definição de preços e regulação do mercado agrícola.
O estadista reforçou igualmente a necessidade de investir no agroprocessamento, com vista a agregar valor à produção nacional e impulsionar a transformação económica local. Destacou ainda o papel do Instituto de Cereais de Moçambique como comprador de último recurso, garantindo que nenhum produtor fique sem escoamento da produção por falta de compradores.
Apesar das perspectivas positivas, Daniel Chapo reconheceu os desafios que continuam a afectar o sector agrícola, sobretudo devido às mudanças climáticas. Para o presidente, cerca de 441 mil hectares foram afectados por cheias, inundações e ciclones, resultando na perda de aproximadamente 54 mil hectares e impactando cerca de 300 mil produtores em todo o país.
