O Banco de Moçambique alertou no Relatório de Inclusão Financeira de 2025 para as desigualdades persistentes no acesso aos serviços financeiros, apesar dos avanços registados na inclusão financeira.
No documento é mencionado que as províncias de Cabo Delgado, Nampula, Niassa e Zambézia continuam com uma fraca cobertura de serviços financeiros. É também referido que o crédito à economia voltou a diminuir.
A conclusão é de que a expansão dos serviços digitais permitiu aumentar o número de moçambicanos com acesso ao sistema financeiro. No entanto, o Banco de Moçambique alerta que os benefícios continuam distribuídos de forma desigual entre as províncias e entre homens e mulheres.
Essas desigualdades caracterizam-se por limitações de literacia financeira e digital, assim como dificuldades de proteção do consumidor, o que reforça a necessidade de intervenções mais direcionadas.
