Os médicos da maior unidade sanitária do norte de Moçambique, o Hospital Central de Nampula (HCN), ameaçam suspender o atendimento fora do horário normal de trabalho devido à falta de pagamento das horas extraordinárias por parte do governo, acumuladas há 18 meses. A decisão poderá comprometer o funcionamento dos serviços públicos de saúde.
O médico pediatra Carlitos Lino declarou à imprensa que, a partir de 1 de julho, os médicos residentes, os clínicos gerais em fase de especialização e outros profissionais passarão a atender apenas dentro do horário oficial da função pública, das 7h00 às 15h30.
Segundo o profissional, as autoridades foram informadas da situação, mas não apresentaram soluções “Não tivemos uma resposta. Por isso, decidimos avançar com esta paralisação, embora seja uma decisão sensível e difícil”, justificou Lino.
O médico acrescentou que a suspensão do atendimento após o horário laboral será mantida até que a dívida referente às horas extraordinárias dos últimos 18 meses seja regularizada.
A medida é considerada grave pelos residentes da cidade de Nampula e alertam que pode levar ao colapso dos serviços de saúde principalmente no norte de Moçambique.
O Hospital Central de Nampula, além de atender pacientes da província da mais populosa do país, também recebe casos referenciados dos hospitais públicos de Cabo Delgado, Niassa e de partes da Zambézia.
