O Ministério da Saúde (MISAU) suspendeu cerca de 25 funcionários em várias províncias do país por envolvimento em casos de mau atendimento aos pacientes, cobranças ilícitas e outras práticas consideradas incompatíveis com a ética profissional.
O número foi avançado esta segunda-feira (22), na capital do país, pelo ministro da Saúde, Ussene Isse, à margem da cerimónia de entrega de 110 cadeiras de rodas oferecidas por um Banco comercial aos hospitais centrais, gerais e provinciais de Moçambique.
Segundo o governante, o executivo decidiu endurecer as medidas disciplinares contra profissionais que violem os princípios de atendimento humanizado nas unidades sanitárias, adiantando que os profissionais cujas infracções forem comprovadas serão afastados definitivamente do sector da saúde.
A decisão surge após denúncias de alegados maus-tratos numa unidade sanitária da província do Niassa, onde na semana passada, um vídeo feito por um cidadão denunciou uma suposta negligência de parteiras em serviço que deixaram uma parturiente a dar parto no chão, apenas com ajuda de uma enfermeira estagiária por alegadamente as funcionárias efectivas não possuírem luvas para proceder com assistência adequada.
O caso que está a ser verificado por uma equipa do ministério levou à suspensão neste momento de cinco profissionais que se encontravam de serviço na ocasião.
“Não vamos tolerar este tipo de atitudes. Estes colegas não farão mais parte das fileiras do Ministério da Saúde porque não estão preparados para cuidar do povo moçambicano”, declarou o ministro.
De acordo com Isse, situações semelhantes foram igualmente registadas nas províncias de Cabo Delgado, Nampula, Manica e Inhambane, resultando também em medidas disciplinares.
