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Moçambique: Muçulmanos de Nampula juntam-se à luta contra proliferação de drogas na província

O Conselho de Álimos de Nampula (CALNAM) lançou, no passado domingo, 03 de maio de 2026, uma campanha provincial de sensibilização contra a venda e o consumo de drogas, numa iniciativa que mobiliza a comunidade muçulmana e diversos segmentos da sociedade civil na província para reduzir a sua proliferação.

O evento de lançamento decorreu um dia antes do lançamento da campanha oficial do executivo de Nampula e contou com a participação de líderes religiosos, encarregados de educação e representantes de organizações sociais e surge como resposta ao crescente impacto das drogas, particularmente no seio da juventude.

A cerimónia contou com intervenções de especialistas de diferentes áreas, numa abordagem multidisciplinar ao problema. Um magistrado destacou as implicações legais do tráfico e consumo de estupefacientes, sublinhando que a legislação moçambicana prevê penas severas, sobretudo para casos que envolvam o aliciamento de menores.

Na vertente da saúde, um psicólogo convidado para a cerimónia, alertou para os efeitos nocivos das drogas no cérebro humano, enfatizando que o consumo pode causar danos irreversíveis, além de contribuir para problemas como depressão e desestruturação familiar.

Já um teólogo reforçou a perspetiva religiosa, lembrando que o consumo de substâncias intoxicantes é proibido, por comprometer a ligação espiritual do indivíduo.

Durante o seu discurso, o presidente do CALNAM (conselho dos líderes religiosos islâmicos de Nampula) apelou à responsabilidade coletiva, afirmando que “as drogas minam o futuro da juventude e da sociedade em geral”.

O líder religioso instou os pais a reforçarem a vigilância sobre os seus filhos e encorajou os jovens a enveredarem pelo caminho do conhecimento, com base nos ensinamentos do alcorão.

A organização garantiu que a campanha terá continuidade nos próximos meses, com a realização de actividades em todos os distritos da província, estando previstas palestras em mesquitas e escolas, com o objectivo de ampliar a consciencia e reforçar a proteção da fé dos muçulmanos da saúde pública e da segurança comunitária.

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