Nos últimos pronunciamentos da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Cabo Delgado, sobre as manifestações violentas da semana passada nos bairros da cidade de Pemba, as autoridades suspeitam que os manifestantes possam ter vindo de outras partes do país, ao avaliarem o nível de destruição verificado.
O porta-voz da PRM em Cabo Delgado, Aniceto Magome, afirmou que o nível de destruição não corresponde à atitude dos manifestantes que habitualmente marcham pelas artérias da cidade.
Isso levou o porta-voz da corporação a suspeitar que os manifestantes, incluindo os líderes das acções violentas de quarta e sexta-feira, possam ter vindo de locais como Nampula ou de outras partes do país.
Aniceto admitiu que os membros e simpatizantes do Podemos em Pemba têm compartilhado com as autoridades todo o itinerário de suas marchas, que geralmente têm sido pacíficas.
“Eles têm feito a partilha de informações sobre o roteiro, indicando quais avenidas serão percorridas, mas, contudo, a situação foi diferente. Indivíduos, à revelia do partido Podemos, saíram para as ruas sem um itinerário previamente definido e, com grande violência, acabaram por colocar barricadas e queimar pneus. Essa situação obrigou a intervenção das autoridades”, disse.
Entretanto, o chefe da Unidade de Urgências no Hospital Provincial de Pemba, António de Carvalho, informou que, nos primeiros dois dias de manifestação, quarta e quinta-feira, 21feridos haviam dado entrada naquela unidade sanitária, além de dois manifestantes que perderam a vida. Dos feridos, um paciente foi transferido para o Hospital Central de Nampula.
