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Moçambique: Operação trava transporte ilegal de 547 metros cúbicos de madeira em Cabo Delgado

Uma operação conjunta das autoridades que bela por questões ambientais resultou na retirada de circulação de mais de 547 metros cúbicos de madeira nativa que se encontravam armazenados em residências no bairro de Zalala, na Vila de Mocímboa da Praia, em Cabo Delgado.

A intervenção, realizada a 27 de Setembro, permitiu localizar 9.117 pranchas de espécies nativas consideradas preciosas, distribuídas por sete quintais residenciais situados nas proximidades da praia de Zalala naquela devastada por acções terroristas.

A operação foi conduzida pela Agência Nacional para o Controlo da Qualidade Ambiental (AQUA, IP), em coordenação com a Polícia de Protecção de Recursos Naturais e Meio Ambiente (PPRNMA), na sequência de informações recolhidas pelas equipas de fiscalização, de acordo com um comunicado da AQUA, Instituto Público.

Neste momento, as autoridades investigam a origem e o destino da madeira, embora se saiba que uma das linhas de investigação aponta para a possibilidade de que o carregamento estivesse a ser preparado para seguir por via marítima, através de embarcações para a Tanzânia.

A quantidade apreendida permanece sob custódia do Governo do Distrito de Mocímboa da Praia, enquanto decorrem os procedimentos necessários para o encaminhamento do caso ao Ministério Público, refere o comunicado.

Até ao momento, os proprietários da madeira não foram identificados pelas autoridades, mas AQUA diz estar a realizar diligências para determinar os responsáveis pelo armazenamento e esclarecer as circunstâncias em que a madeira chegou àquele local.

Fonte local disse ao E-global que a madeira que tinha como destino final a ilha de Zanzibar tem sido cortada nas densas florestas de Nangade, um esquema que envolve pessoas influentes de Mocímboa da praia e comerciantes tanzanianos.

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