O presidente do partido Acção de Movimento Unido para Salvação Integral (AMUSI), Mário Albino, afirmou esta semana que o surgimento da Aliança Nacional para Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA), de Venâncio Mondlane, não representa qualquer ameaça para a sua formação política, considerando-o antes um sinal de vitalidade democrática no país.
Em declarações prestadas à margem de um encontro com membros e simpatizantes do AMUSI, na sua sede na cidade de Nampula, Mário Albino descreveu a nova formação política como “mais um irmão” no seio da democracia multipartidária moçambicana.
“Primeiro, agradecer a Deus por nascer mais um irmão, porque a democracia cresce quando a vontade de fazer parte é maior”, admitiu reconhecendo que a diversidade de partidos deve ser entendida como um enriquecimento do debate político.
Contudo, o líder do AMUSI deixou um alerta direccionado à juventude, apelando para uma maior reflexão na escolha das forças políticas a apoiar.
Segundo Albino, há ainda muitos jovens que se deixam guiar pela emoção nos momentos decisivos, como os processos eleitorais “Mesmo aparecendo muitos partidos agora, há muitos jovens que precisam perceber aquelas que são as políticas partidárias do país, não só partidárias, mas também sectoriais. O partido tem muito a dar nessas áreas todas. Portanto, que os jovens adiram mais aos partidos, mas com consciência”, recomenda.
Mário Albino reiterou que a verdadeira participação política deve estar ancorada no conhecimento e na análise crítica dos programas e ideologias dos partidos, e não em respostas emocionais ou impulsivas.
