O Presidente de Moçambique, Daniel Chapo, esteve presente na cerimónia de tomada de posse da homóloga reeleita na Tanzânia, Samia Suluhu Hassan. Esta presença gerou críticas por parte dos partidos moçambicanos na oposição.
Apesar de o chefe de Estado ter justificado a sua presença pela histórica relação entre os dois países, o PODEMOS, a Renamo e o MDM consideraram a decisão lamentável.
O motivo deve-se ao facto de o processo eleitoral na Tanzânia ter sido marcado por uma onda de protestos contra os resultados que conferiram a vitória a Samia Suluhu Hassan, que obteve alegadamente 98% dos votos. Foi um sufrágio criticado pela falta de transparência, uma vez que os principais adversários de Hassan foram detidos ou desqualificados.
Segundo o deputado Elisio Muaquina, do PODEMOS, “tendo em conta aquilo que caracterizou o processo eleitoral em Moçambique, os contornos que teve, aqui dá para perceber que um é filho do outro”.
Os protestos no país vizinho resultaram na morte de centenas de pessoas e de uma eleição amplamente criticada. Um porta-voz do partido da oposição Chadema estimou pelo menos 700 vítimas mortais entre os manifestantes.
