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Moçambique poderá usar finanças islâmicas para diversificar financiamento

A diversificação das fontes de financiamento de Moçambique poderão passar pela introdução das finanças islâmicas, enquadradas na legislação nacional como finanças participativas.

Trata-se de um modelo já usado em mais de 70 mercados internacionais e que assenta na partilha de riscos, na transparência e na ligação do financiamento a ativos e atividades da economia real.

O economista e especialista em finanças públicas, Janfar Abdulai, declarou ao jornal “O País” que a procura de alternativas para financiar o setor produtivo moçambicano esteve entre as razões que o levaram, em conjunto com Carino Modan, a escrever a obra Introdução às Finanças Islâmicas.

Ao contrário da banca convencional, nas finanças islâmicas o dinheiro não é tratado como uma mercadoria capaz de gerar rendimento por si só. O financiamento deve estar associado a um ativo ou operação económica concreta, sendo a remuneração obtida, entre outros mecanismos, através da compra e revenda de ativos, da locação ou da participação nos resultados.

“O interesse maior para o país, para um sistema como o das finanças islâmicas, é mesmo alargar as possibilidades alternativas de financiamento da economia e o nível de inclusão financeira”, concluiu Abdulai.

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