A população da sede do posto administrativo de Quissanga, capital do distrito com o mesmo nome, queixa-se da ausência de serviços básicos e do funcionamento deficiente dos que ainda existem, além da prolongada ausência do administrador local.
Os moradores relatam que há actualmente um número reduzido de professores assegurando o serviço de educação escolar, enquanto a maioria permanece fora do distrito devido a questões de segurança.
No sector da saúde, a população denuncia falhas no atendimento. Além de ser limitado, mulheres grávidas são obrigadas a percorrer longas distâncias para receber cuidados.
Alguns residentes, em entrevista à estação radiofónica Zumbo FM, da cidade de Pemba, disseram que muitas vezes as grávidas precisam de subir em embarcações para procurar atendimento nos centros de saúde do Ibo, Metuge ou mesmo na cidade de Pemba.
A situação das estradas também preocupa. Desde o início dos ataques terroristas, a via que liga a cidade de Pemba à sede do distrito de Quissanga não recebe manutenção.
A escassez de água potável é outra das queixas dos residentes da vila de Quissanga, que se sentem abandonados pelo administrador local, ausente desde os ataques do ano passado, tendo transferido o seu escritório para a cidade de Pemba.
A E-Global apurou que, apesar do regresso gradual da população principalmente na sede distrital e no posto administrativo de Bilibiza, a região continua a registar circulação de grupos terroristas.
Na terça-feira (19), um grupo de terroristas invadiu as machambas da aldeia de Bilibiza, enquanto outros circularam nos arredores da aldeia de Cagembe, esta última considerada uma das rotas preferidas do referido grupo.
