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Moçambique: Portos e Caminhos de Ferro recebe empréstimo de 40 milhões de dólares BAD

O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) concedeu, recentemente, um empréstimo de 40 milhões de dólares à empresa Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) para a aquisição de material circulante para a linha férrea de Ressano Garcia, no sul do país.

 O objetivo do projeto é permitir à empresa CFM financiar a compra de material circulante (locomotivas, vagões e vagões cisterna) para o seu principal corredor, a linha ferroviária de Ressano Garcia, cita o BAD. O investimento incluiu a aquisição de 10 locomotivas a diesel de 3000/3300 cavalos, 300 vagões e 120 vagões cisterna.

Em comunicado de imprensa, o Banco acrescenta que tenciona mobilizar 30 milhões de dólares adicionais de outros potenciais mutuantes para o projeto. O documento refere que a linha que liga o Porto de Maputo a África do Sul, através da fronteira de Ressano Garcia, gera mais de 90% do volume de tráfego ferroviário e representa 70% do volume global de transporte ferroviário dos CFM.

Por outro lado, os fundos cobrirão igualmente um programa de manutenção por um período de três anos para as locomotivas adquiridas e a formação do pessoal de manutenção dos CFM.

O projeto também aumentará significativamente as receitas em divisas que poderão aumentar de 225 milhões de dólares, em 2022, para 360 milhões de dólares, em 2036. Durante este período, espera-se que os cofres do Estado arrecadem em receitas fiscais um total acumulado de mil milhões de dólares.

Espera-se ainda que o projeto venha a reforçar o comércio intra-africano e a integração regional, aumentando a capacidade e o volume de mercadorias transportadas dos países vizinhos pela rota mais eficiente. Desta forma, Moçambique passa a servir os países vizinhos da África do Sul, Essuatíni, Malawi, Zimbabué e Zâmbia, proporcionando-lhes um porto para exportação e importação das suas mercadorias.

“Espera-se que o projeto melhore o acesso das famílias às infraestruturas através de serviços de transporte ferroviário. Reduzirá potencialmente o congestionamento e os tempos de viagem em dois minutos por quilómetro e reduzirá o número de mortes na estrada, transferindo o tráfego para os CFM”, lê-se no documento.

Aurélio Sambo – Correspondente

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