A Polícia da República de Moçambique, PRM, está acusar sete membros do Conselho de Segurança Comunitário do bairro Murrapaniua, arredores da cidade de Nampula, por alegadamente terem espancado até a morte um jovem de 30 anos, na noite de 16 de agosto.
Segundo o Chefe das Relações Públicas no Comando Provincial da PRM em Nampula, Dércio Samuel, os sete membros que auxiliam a corporação no combate ao crime encontram-se detidos na Primeira Esquadra, enquanto o processo de acusação vai ser remetido a outras instâncias.
Dércio Samuel alega que os membros do policiamento comunitário espancaram até a morte o jovem quando naquela noite o interpelaram.
“Do trabalho efetuado pela Polícia da República de Moçambique-PRM, daquela área de jurisdição da 4ª Esquadra, foi possível culminar com a neutralização e detenção dos 7 indivíduos tendo sido elaborada a respectiva peça de expediente e encaminhada a outros órgãos de administração de justiça para que possa ser julgado criminalmente.”
Os sete agentes da Policia Comunitária negam estarem envolvidos na morte do jovem, e explicam que o mesmo estava na posse de objectos contundentes quando foi interpelado.
“Um ladrão que queria arrombar a porta duma residência, no bairro de Murrapaniua, durante o nosso trabalho de patrulha, como estava munidos de catana, alicate, ferro e faca, e nos não tínhamos nenhum material, começamos a pedir socorro a população apareceu e espancaram ele até a morte, quando a policia chegou disse que nós tinhamos que nos responsabilizar”, disse um dos detidos.
Outro membro da policia comunitária, explicou que a comunidade chegou e começou a bater até a morte “por isso que nós estamos aqui a tomar responsabilidade da morte dele, visto que fomos nós que chamamos a população, mas não esperávamos que chegariam até esse ponto”, justifica.
