A Polícia da República de Moçambique (PRM) apresentou, esta terça-feira, na cidade de Nampula, 11 indivíduos indiciados no envolvimento em diversos crimes, entre os quais assaltos, tráfico de droga e furto de uma viatura na cidade e distritos da província.
Em conferência de imprensa, o chefe das Relações Públicas do Comando Provincial da PRM em Nampula, Dércio Samuel, explicou que, quatro suspeitos foram detidos no bairro de Muahivire por alegada participação numa quadrilha dedicada a assaltos na via pública e em residências.
A detenção ocorreu após duas vítimas solicitarem auxílio a uma patrulha policial, permitindo a recuperação de três telemóveis supostamente roubados.
No âmbito da operação “Caminho Seguro para Escolas Seguras”, a polícia deteve a
dois indivíduos suspeitos de integrarem um grupo que assaltava e agredia estudantes nas imediações da Escola Básica de Muahivire e da Escola Secundária 12 de Outubro, informou Dércio Samuel.
Ainda na mesma área de jurisdição, um outro cidadão foi detido por alegado envolvimento na venda e consumo de estupefacientes, tendo a PRM apreendido quatro saquetas contendo uma substância identificada como cannabis sativa.
Outros dois indivíduos foram apresentados por alegado envolvimento no furto de uma viatura Toyota Hilux GD-6, pertencente a uma empresa de cidadãos chineses.
Segundo o representante da polícia, um dos suspeitos era trabalhador da empresa e terá facilitado o furto com o apoio de comparsas, mas a viatura estava a vendas a cerca de um milhão de meticais antes de ser localizada pelas autoridades.
Durante a apresentação, um dos indiciados confessou a sua participação no furto, afirmando que foi contactado por um técnico ligado aos sistemas de GPS das viaturas da empresa chinesa. Já o segundo suspeito declarou ter recebido o veículo para comercialização, alegando que desconhecia tratar-se de uma viatura furtada.
Aos jornalistas a PRM de Nampula, apresentou uma mulher foi detida durante uma rusga selectiva numa residência, suspeita de comercializar cannabis sativa, mas a suspeita negou qualquer envolvimento no tráfico de droga, afirmando dedicar-se à venda de batata.
A PRM assegura que os processos seguem os trâmites legais à outros órgãos de administração da justiça.
